
Você sabe o que é autoconsumo remoto? Se não souber, não se sinta mal, já que é uma prática relativamente recente, mas é importante salientar que adotá-la pode trazer vários benefícios.
Criado em 2015 com a Resolução Normativa 687 da ANEEL, o autoconsumo remoto consiste na geração de créditos de energia em uma unidade consumidora através de energia solar para uso posterior de tais créditos em outra unidade por meio de um método de compensação.
Ou seja, se sua casa possui painéis solares que geram mais energia do que você consome, existe a possibilidade de “transferir” essa energia para uma outra unidade consumidora registrada no mesmo CPF ou CNPJ.
Como é feito o autoconsumo remoto?
Certos imóveis possuem painéis solares que acabam gerando mais energia do que consomem. Em casos como este, o proprietário pode solicitar o autoconsumo remoto: utilizar a quantia extra em outro imóvel.
Assim, transfere-se a energia restante para a concessionária pública de luz à qual a unidade consumidora pertence, gerando créditos. Esses créditos poderão ser descontados da conta de luz do outro estabelecimento, desde que registrado sob mesma titularidade e operante sob a mesma concessionária.
Esse método de consumo é de grande ajuda para os adeptos do uso de energia solar, que moram/trabalham em lugares com sombreamentos. Assim, eles podem utilizar outros locais mais expostos ao sol, como casas de praia ou localidades rurais, para fazer a geração da energia usada.
Todavia, é importante lembrar que a prioridade sempre será o local que produz a energia, transferindo-se apenas a produção extra para outra propriedade. Além disso, é preciso notar também que os créditos possuem validade de 5 anos (60 meses), deixando de valer após esse prazo.
Quais são os benefícios do autoconsumo remoto?

Quando se trata de autoconsumo remoto, existem vários benefícios para todas as partes envolvidas no processo. Para o consumidor titular há a questão da economia. A baixa nos gastos com energia pode chegar a até 95%, dependendo de quanta energia o sistema gerou em comparação com o nível de consumo. Vale lembrar também que é impossível zerar a conta, já que a concessionária cobra uma taxa como custo de manutenção.
Além disso, existem vantagens variáveis como isenções tributárias. Estas podem acontecer pois alguns estados compensam pessoas que cooperam injetando energia na rede. Entretanto, esse não é um benefício garantido para todos, por isso, é essencial que haja a verificação em conjunto com a prefeitura para descobrir se tais vantagens estão disponíveis onde você mora.
Já a concessionária responsável pela distribuição de luz também ganha benefícios, pois recebe energia pronta para ser redistribuída para os moradores da localidade em questão. Além do mais, isso faz com que parte da energia redirecionada seja limpa e não tão prejudicial para o meio ambiente.
Falando em meio ambiente, existem também os benefícios relacionados à sustentabilidade. A energia proveniente do Sol é inesgotável e não exige nenhum recurso poluente. Quanto maior o número de pessoas usando fontes de energia limpas e renováveis, menos danos causados ao meio ambiente e por consequência, maior a preservação.
Como faço a instalação do sistema de captação solar?
Estudo de viabilidade
Uma parte fundamental da instalação é a contratação de uma empresa de energia solar, porque é através dela que se realiza todo o processo. Com isso feito, o primeiro passo a seguir é o estudo de viabilidade.
Isso porque antes da instalação em si, a empresa contratada fará uma avaliação em sua residência/local desejado, para verificar se é propício e viável uma instalação naquele lugar. Caso não seja, serão feitas sugestões de como prosseguir com as mudanças necessárias, reformas ou até mesmo transferência para outra área.
Além disso, mede-se também o consumo médio de energia da residência, para garantir que a quantidade produzida supra suas necessidades. Após assegurar que o local cumpre os requisitos e a quantidade de energia é suficiente, é hora de ir atrás dos equipamentos que irão compor o sistema voltaico. Este é o kit solar e conta com painel, inversor, string box, estrutura de fixação e relógio bidirecional.
Instalação do equipamento
Em seguida, acontece a instalação em si, que geralmente leva de 3 a 4 dias. A primeira peça instalada é a estrutura de fixação, com os trilhos sendo parafusados com cuidado para estarem nivelados e evitar preocupações posteriores. Em seguida colocam-se os painéis, içados até o telhado e instalados nos trilhos.
Instalação da parte elétrica
O próximo passo é a instalação da parte elétrica, começando com o inversor. Esse equipamento é fixado na parede e transforma a luz solar em eletricidade. Depois vem a string box com os fusíveis e disjuntores, para cumprir a parte de isolamento do sistema, evitando curtos-circuitos. Por fim, o relógio bidirecional, que irá medir a quantidade de energia gerada e consumida, além do adicional que será injetado na rede de luz caso o autoconsumo remoto seja solicitado.
Depois de instalados, é importante também que sejam feitos testes para garantir o funcionamento e a segurança do sistema. Com tudo pronto, a única preocupação será com a limpeza anual realizada nos painéis.
Algumas dicas sobre o sistema de captação solar
Se você está pensando em instalar o sistema de captação solar para economizar na conta de energia, um lembrete útil é que a metragem de painéis instalados é proporcional à quantidade de energia produzida.
Além disso, é importante que se realize a instalação com o processo de manutenção já em mente. Ou seja, como é necessário realizar limpezas periódicas, é ideal que haja espaço para movimentação entre os painéis.
Outro fator que também devemos considerar são as chuvas. Dependendo da posição dos painéis, pode haver o acúmulo de água. Se isso acontecer frequentemente, é necessária a solicitação de um profissional para fazer a retirada.
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